Quem é George Sécan?

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Pintura de G. Sécan: L’Avanzata

George Sécan (1913/1987), nasceu em Bucarest, mas com pai francês e mãe finlandesa, passou maior parte da vida viajando, estudando e trabalhando pela europa. Um pintor periférico, no fecundo século XX,  incluído por Michel Tapié no movimento chamado “pintura subformal ou informal” ou ainda “abstracionismo lírico”.

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Quatro pinturas de G. Sécan: esquerda para direita e de cima para baixo – L’Avanzata, Introspezione, Fissazioni e Lo Sforzo.

Neste grupo o crítico francês Michel Tapié, em um livro homônimo chama estas obras de “art autre” (arte outra, na minha opinião o nome mais preciso para reunir estes movimentos desconectados mas não desconexos) onde incluiu também artistas como Antonin Tàpies, a “art brut” de Jean Debufett, o “tachismo” de Pierre Alechinsky, ou mesmo a “action painting” de Jackson Pollock, além da “pintura dos campos de cor”, de Barnett Newman e Mark Rothko.

A arte que nascia do pós-guerra era abstrata, distante das formas, negando até mesmo o formalismo residual da arte moderna do inicio do século XX. Uma forma de afastamento das referências humanas, das medidas antropomórficas, e dos horrores da guerra, fortemente gravadas nas retinas dos que permaneceram vivos.

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Quatro pinturas de G. Sécan: esquerda para direita e de cima para baixo – Aquarium, Colloquio, Concezione e Il Grido.

George Sécan está entre estes artistas, mas é pouco conhecido e em alguns casos nem mesmo é citado. Já vi reproduções de trabalhos seus, onde é perceptível a falta de solidez em sua obra. Há momentos de maturidade e muito domínio do seu elemento, sua matéria, sua tinta, mas algumas obras se entregam a um decorativismo fácil e execução duvidosa.

Trago aqui uma seleção destes melhores trabalhos publicados, que tenho comigo, daqueles realizados com uma técnica impecável, onde a fatura revela uma informalidade luminosa, precisa, caligráfica. O gesto está na cor que se impõe límpida, preservada, mesmo em meio as imagens quase barrocas; a velocidade da execução reafirma sua maturidade na relação com a matéria/tinta; os movimentos únicos se sobrepõe ou justapõe como golpes mágicos.

É possível ver nestas pinturas a precisão do arco/braço, a respiração contida, a mente esvaziada de excessos ou detalhes. Aqui George Sécan aproxima-se da arte oriental em seu requinte arquitetônico, em sua perspectiva aberta, em sua viagem para dentro, para o inconsciente. O que poderia ser confundido tão somente com pura técnica, invade o território da singularidade.

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Ritmica

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Pintura de G. Sécan: Essere Perché.

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Pintura de G. Sécan: Apparizione

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