Máscaras do infinito

MaskMadeira_Collage

Fotos verticais: madeira bruta. Fotos quadradas de cima para baixo: Máscara Indu, Tibetana e Maori NZ.

As máscaras sempre acompanharam homens e mulheres em seus rituais de morte, de culto à vida, à fecundidade, rituais que celebram a floração da primavera, o retorno das chuvas, enfim todos os ciclos recorrentes, que por si só, já indicam a presença do infinito, repisando cada momento para unir futuro, presente e passado em um único gesto. A utilização de uma máscara.

O infinito nos cerca, está sempre presente ao nosso lado…por que estaria distante?

O infinito nos perpassa todos os momentos, em várias direções, nos corta de forma transversal, longitudinal e diagonalmente. Ele se desloca em multidimensões, no entorno de cada um dos mais de sete bilhões de habitantes da terra, apenas para ficarmos nos humanos.

Este é o infinito manifestado o “presente reminiscente”, do qual falei em meu texto anterior. Sempre perdemos quando não o sentimos, não o vivenciamos. Quando não ouvimos a sua aragem que nos roça e intui.

MaskAfricana_Collage

Máscaras Africanas

A arte, por não estar (sempre) subjugada às regras, dogmas, ou mesmo por não sofrer, sistematicamente, a influência do comportamento imobilizador imposto pela sociedade, eventualmente encontra-se com esse infinito que se dobra, desdobra e se repete sobre si mesmo.

Sempre que este encontro se dá – entre a arte e esse fluxo de infinito – surge como que um diamante retirado das profundezas da terra.

A madeira que encontra a mão do artesão na Oceania, transformada em máscara termina nas mãos de um sacerdote, participa de rituais, dali transforma-se em ícone de toda uma cultura, que em alguns casos se espraia para outras culturas – seja pela influência pacífica ou mesmo através da guerra – estas imagens se transformam em histórias orais, escritas e iconográficas. Milhares de sacerdotes passam suas máscaras para sucessores, milhões de rituais são realizados. Gerações são impregnadas por esta carga imagética de uma simples máscara que tornou-se um fluxo, um rastro, um oceano.

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Máscara Africana e pintura de Braque

As máscaras, desta forma, se fundem ao infinito e um dia, em um encontro fortuito, se reúne às mãos de um artista que busca uma saída estética para seu trabalho e lá está “o diamante” que funda o cubismo na história da arte.

A arte deve perceber o fluxo das coisas, o movimento do entorno. As mensagens são repassadas para quem as ouve. Os vultos surgem à luz do dia quando estamos prontos para vê-los. Esta é uma “Imagem fulgurante”.

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Pintura de Picasso: Les demoiselles d’Avignon considerada a primeira abordagem cubista na pintura ocidental. Máscara Africana

2 comentários sobre “Máscaras do infinito

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