A Pata do Elefante é como a Cabeça do Esquilo

Hoje são raras as imagens em movimento ou estáticas que nos causam emoções, nos retirando do sofá de nossa indiferença. No vídeo do EcologicalMind pressentimos o esforço do processo de captura da sombra, da imagem que está ausente, paralela, absorvemos também o movimento como formação, como dissolução entre os corpos e matérias. Um belo trabalho onde forma e conteúdo estão em um só tempo e espaço, falando diretamente ao nosso espírito.

Sob a mesma perspectiva temos a obra de Sebastião Salgado, uma singularidade que deixa uma poderosa marca em nosso tempo.

Sebastião Salgado - Escultura

Sebastião Salgado – Escultura

A banalização da imagem fotográfica, em nossa época, nos provocou uma insensibilidade visual e  emocional, uma dureza com a imagem plasmada, quase uma refração ao horror, ao drama e às misérias humana, ou mesmo às tragédias naturais. Mas como sempre nos superamos, do silêncio de uma máquina fotográfica nasce “A Gênesis” de Sebastião Salgado e a força das imagens voltam a nos espremer, a nos sacudir, entre matas, corpos, terras áridas, gelo, dor e violência.

Estar presente em uma exposição fotográfica como essa, que vi em Curitiba no Museu Oscar Niemeyer, ou mesmo diante das imagens impressas no belíssimo livro feito a partir dela, ou ainda assistir ao resultado do documentário de Wim Wenders: “The Salt of the Earth” feito com os depoimentos de Salgado e suas imagens crepusculares, significa voltar a respirar com pulmões humanos, sentindo a descarga elétrica em cada célula, cada neurônio, ao reconhecer aquele que está em nós, porém é o outro.

The Elephant’s foot is like the Squirrel’s Head

Nowadays, rare are the images, moving or still, that make us feel emotions, taking us from the sofa of our indifference. In the video EcologicalMind, we imagine the effort that have been put in the process of captioning the shadows, the absent, the parallel image; we also absorb the movement as a forming, a dissolution of the bodies and the matters. A great work in which form and content are at one and only time and space, speaking directly to our spirit.

On the same perspective, we have the work of Sebastião Salgado, a singularity that leaves a powerful mark in our time.

The banality of the photographic image, in our epoch, caused in us a visual and emotional insensibility, a roughness with the plain image, almost a refusal to the horror, the drama and the human miseries, or even to the natural disasters. However, as we always improve ourselves, from the silence of a photographic camera is born “The Genesis” (A Gênesis) of Sebastião Salgado, and then the power of the images squashes us up, shakes us among forests, bodies, arid lands, ice, pain, and violence.

To be present in such a photographic exposition – which I saw in Curitiba, at the Oscar Niemeyer Museum –, or to be even in front of the impressed images in the great book made from them, or still, to watch the result of Wim Wender’s documentary, The Salt of The Earth, made with testimonials of Salgado and his crepuscular images, means to breath with humans lungs again, feeling the electric discharge in every cell, every neurone, on recognizing the one which is inside us, though is the other.

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